quinta-feira, 4 de maio de 2017

RESPONSÁVEL PELO QUE CATIVAS ... ATÉ QUE PONTO?



Essa frase tão famosa nos inspira a cuidar do que conquistamos na vida, principalmente dos relacionamentos que cativamos; e isso é daquelas regras de ouro na convivência.
No entanto, vale esclarecer que não se trata de sermos responsáveis pelos sentimentos dos outros.
Alguém pode desencadear um sentimento em nós, mas a responsabilidade é apenas nossa.
Ter essa consciência evita muitos equívocos na comunicação e facilita a resolução de possíveis conflitos; pois quando assumimos essa responsabilidade, nos libertamos da condição externa, ou seja, ninguém poderá nos fazer sentir tristes, com medo, raiva ou mesmo felizes. Essa função é apenas nossa.
São as nossas interpretações do que os outros fazem é que nos despertam sentimentos e é fácil chegar a essa conclusão quando observamos que uma mesma atitude de alguém pode despertar diferentes sentimentos em pessoas diferentes, pelo menos em intensidade.
Frases como: “Você me faz sentir...” ou “Ele (a) me faz sentir...” são um equívoco!!!
Você pode até entender que a atitude de alguém desencadeou um sentimento em você, porém é importante identificar também qual a sua necessidade por trás desse sentimento.
Quando você faz “isso”, eu me sinto “assim” porque EU...
Assim já melhora muito, pois dessa forma você assume que deseja colaboração do outro para satisfazer uma necessidade sua.
Lembre-se que a pessoa pode estar disposta a atender ou não a sua necessidade, mas perceber que você assumiu a responsabilidade pelo que sente naturalmente diminuirá a resistência do outro, aumentando as chances de te atender. Mas isso é assunto para outro texto!
Por hora, te convido a assumir a responsabilidade por todos os seus sentimentos (bons e ruíns) e experimentar essa grande oportunidade de conhecer mais de você mesmo e das coisas que são importantes para você!
Um beijo, Rachel Coelho de Castro.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

O MEDO NÃO É DE TODO VILÃO!



O medo é amigo quando nos faz sermos mais prudentes ou quando nos inspira a nos cuidarmos mais.
O medo indica um desafio a ser superado ou um perigo a ser evitado.
O medo por vezes pode nos deixar mais humildes e nos fazer repensar.
Mas como todo amigo que te dá bons conselhos, ele também erra e tem uma visão parcial. 
O medo vem de um instinto de sobrevivência, porém proteção além da conta pode nos impedir de alcançar mais de nosso potencial. 
Ninguém quer apenas sobreviver. Queremos mesmo é viver e conviver!
Portanto, vamos experimentar aceitar nossos medos, mas ainda assim os questionar.
Nem sempre enfrentar o medo é a atitude mais inteligente.
Vamos acolher nossos medos e os respeitar, disposição e amor suficientes para transformá-lo em aprendizagem e superação, e assim o medo... não será de todo vilão!



sexta-feira, 21 de abril de 2017

NINGUÉM É TÍMIDO!



Ninguém nasce tímido! Timidez não é uma característica inata. No máximo, existem tendências em ser introvertido; mas timidez é um estado e um comportamento construído.
E pode ser interessante entender melhor a timidez para que ela não se torne um obstáculo em nossas vidas e principalmente, para ser uma fonte de autoconhecimento capaz de nos fazer relembrar nosso valor.
Por trás de toda timidez, existe uma idéia próxima de “ não sou bom o suficiente” e um medo do julgamento, crítica e rejeição.  
O primeiro passo talvez seja entender que ninguém É tímido, mas que todos FICAMOS tímidos algumas vezes, variando a intensidade ou frequência com que isso acontece e o quanto isso influencia nossas vidas.
Muitas vezes assume-se esse rótulo e esse passa a ser parte da identidade de alguém, reforçando o comportamento.
Mas o fato é que todos podemos nos beneficiar em refletir sobre timidez.
É saudável e natural querermos ser aceitos, amados, reconhecidos e valorizados. O ser humano tem a necessidade de sentir-se conectado e sentir-se parte.
Mas quando nos sentimos de alguma forma vulneráveis e a resposta a esse sentimento é a timidez, caímos na armadilha de: querendo a aceitação do outro, não nos aceitar. Por medo de sermos rejeitados, rejeitarmos a nós mesmos primeiro. Por receio de sermos criticados, criticarmos duramente a nós mesmos.
Vulnerabilidade é geralmente associada à fraqueza e a timidez é um comportamento de fuga da constatação de que somos imperfeitos. Nesse sentido, podemos associar a timidez à orgulho, vaidade e melindre: necessidades de se mostrar perfeito.
E com isso nos distanciamos do desejo inicial que é nos sentirmos conectados. Pois é justamente a aceitação de nossa vulnerabilidade que nos faz humildes o suficiente para oferecer nossas imperfeições nos relacionamentos e aceitar as imperfeições dos outros. É o que nos conecta verdadeiramente.
Nosso valor existe além das imperfeições; e relembrar disso pode ser um caminho para aprender com a timidez. Nosso valor não está na perfeição, mas em sermos únicos. Nosso valor não está em não errar, mas no processo de construção momento a momento que a vulnerabilidade nos permite.
Um abraço, Rachel Coelho de Castro.