quinta-feira, 9 de março de 2017

AUTO CONFIANÇA É UMA CONSTRUÇÃO



Quando digo que trabalho ajudando as pessoas a superarem suas dificuldades em comunicação e falar melhor, muitas pessoas comentam que para falar bem em público é preciso ter auto- confiança, e acreditam que essa é uma característica que se tem ou não tem. Mas a verdade é que autoconfiança se constrói!!
Para falar bem é importante ter autoconfiança sim, e a construção dessa característica começa com três atitudes:
1 – Conhece-te a ti mesmo.
Confiamos mais naquilo que conhecemos, concorda? Portanto, conhecer como nosso corpo se comunica e quais os processos envolvidos na comunicação de qualidade, geram mais auto- confiança para falar bem em qualquer circunstância. E esse autoconhecimento começa pela observação de si mesmo enquanto comunicador na vida cotidiana. Observe-se mais e eleve sua auto confiança.
2 – Cumpra sua palavra
Se muitas vezes você diz a si mesmo que irá fazer algo e não faz, como por exemplo, realizar aquela lista de início de ano que você se propôs e não cumpriu, você perderá (se já não perdeu) a confiança em si mesmo. Mas se nos colocamos metas viáveis, ou seja, objetivos pequeninos que somos capazes de cumprir, alimentamos a cada tarefa cumprida a confiança em nós mesmos, nos fortalecendo inclusive para realizar os objetivos maiores. Isso serve também para o que você diz aos outros. Se você diz: “chego em cinco minutos! Chegue. Ou diga um tempo viável para que você possa cumprir. Portanto, fale aquilo que você é capaz de cumprir e cumpra aquilo que você diz.
3 – Alimente a postura de fé
A fé, independente de religião, é uma postura positiva e favorável diante dos fatos da vida. E o exercício da fé é manter-se positivo diante das dificuldades, pois quando está tudo favorável, não há desafio. Como é nossa postura quando as coisas estão acontecendo de forma positiva? Como é nossa postura corporal quando dá tudo certo? Se diante das dificuldades, mantivermos a capacidade de sustentar essa postura, nosso cérebro mantêm a química que nos fortalece para superarmos a nós mesmos. Já ouviu a expressão:” levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima?” Levante a cabeça e segue firme, que essa é a linguagem corporal ou postura da fé, que gera auto- confiança.
Um abraço, Rachel Coelho de Castro.

quinta-feira, 2 de março de 2017

CONVERSAS DE VALOR


Conversa produtiva é aquela onde aprendemos e ensinamos algo enquanto conversamos. Uma conversa que agrega valor à nossa vida e que pode nos inspirar e encher de energia!
Ela acontece quando nos conectamos com nós mesmos e com o outro, aproveitando a chance de produzir melhores resultados a partir de conversas que acontecem naturalmente em nosso dia a dia.
Podemos aprender a fazer de toda conversa uma conversa produtiva. E longe de ser uma conversa chata ou formal, a conversa produtiva pode ser divertida e muito interessante!
Algumas vezes as conversas serão mais sérias, mas ainda assim, um instrumento poderoso para gerar resultados cada vez melhores em nossos relacionamentos pessoais e profissionais.
Então aqui vou te dar três valiosas dicas para garantir que suas conversas sejam produtivas e te ajudem a viver melhor a partir de uma comunicação mais saudável.
Primeiro: Fale de coisas boas.
Mesmo quando vamos conversar sobre algo triste, um problema ou dificuldade, sempre temos a opção de abordar esse assunto pelo lado positivo; e isso não significa que vamos negligenciar o problema, mas significa que não vamos ficar remoendo as tristezas, dificuldades ou problemas. O foco da conversa será sobre possibilidades de solução ou sobre maneiras de amenizar a situação. Conversas com foco nos problemas são desgastantes e pouco inspiradoras.
Segundo: Quando falar de alguém que não esteja na conversa, fale sempre como se este estivesse presente.
Isso nos ajuda a ponderar nossas observações e não cair na tentação da fofoca, que não é nada produtiva! Podemos discordar e reprovar a conduta de outra pessoa, mas se não estamos conversando diretamente com essa pessoa, então só nos resta falar de fatos e aprender com eles. E fato é bem diferente de opinião! Não nos cabe julgar as pessoas, mas vale julgar atitudes para aprender com elas.
Terceiro: Escute mais.
Faça perguntas e se interesse verdadeiramente pelo outro. Entre em sintonia e não perca o objetivo de se aprimorar a partir dessa conversa e aprender algo novo. Quando o outro se sente acolhido, compreendido e percebe que estamos realmente interessados em ouvir, ele estará naturalmente também mais receptivo a ouvir e compreender o que quisermos dizer. Quando escutamos para compreender, e não apenas para responder e dar nossa opinião, conseguimos nos colocar verdadeiramente no lugar do outro e ampliar nossa perspectiva de um assunto. As pessoas têm sempre algo a nos ensinar!
 Um grande abraço, Rachel Colho de Castro

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

DA FONOAUDIOLOGIA AO COACHING DE COMUNICAÇÃO


Meu trabalho de conclusão de curso na faculdade foi sobre o falar bem, e na época conheci diferentes cursos de oratória. Logo depois que terminei a graduação, emendei na pós graduação em arteterapia, onde a minha pesquisa e estágio foram também voltados para a arte de falar bem. Meu estágio na época foi com um grupo de teatro infantil e eu fiz até uma participação especial como o tio do fantasminha pluft....rsrsrsrs...inesquecível!!

Assim então iniciou-se minha carreira como fonoaudióloga e especialista em Oratória. Trabalhei com atores, jornalistas, vendedores, professores, advogados, profissionais liberais de todas as áreas e dentro de empresas, capacitando lideranças e equipes para a comunicação de qualidade.

Em paralelo ao meu trabalho em uma Unidade de Reabiltação como fonoaudióloga clínica, sempre segui uma apaixonada por promover a comunicação e o bem falar!

Em 2014, conheci o Coaching, que eu gosto de chamar de: processo de evolução consciente! 
A formação como coach para mim foi um marco na minha carreira, porque eu descobri que o que eu já fazia no meu trabalho em oratória tinha nome e tinha um formato organizado; para resultados ainda melhores!

Na minha experiência de 15 anos trabalhando com oratória, a minha proposta sempre foi a de elevar o nível de consciência do processo de comunicação diária, revelando que os recursos para o falar bem já estão disponíveis em nós: nossa respiração, dicção, voz, ritmo da fala e postura corporal.

Mas no início da carreira, em situações desafiadoras do meu processo de desenvolvimento da comunicação, muitas vezes me questionei: Por que em alguns momentos eu me sinto menos que algumas pessoas? Por que por vezes me vejo como inferior aos outros e me sinto insegura em momentos de evidência?

E nesse processo de descoberta de mim mesma e do meu potencial em comunicação, descobri que eu me sentia menos que algumas pessoas, porque em outros momentos eu me sentia mais. Eu por vezes me sentia inferior porque em outros eu me sentia superior. 
E comecei a fazer o exercício de cada vez que me dava conta disso, "baixar minha bola" e me colocar como igual, validando toda e qualquer pessoa. 
Hoje sei que somos melhores e piores que os outros em determinadas áreas ou características, porém somos iguais em possibilidades; quando nos fazemos conscientes e escolhemos superar a nós mesmos!

Isso me ajuda a me colocar de igual com aqueles que antes me sentia inferior e me ensinou que técnicas de oratória só se sustentam e agregam real valor na comunicação, quando há uma mudança interna de pensamentos e sentimentos. 

Não há como mudar efetivamente um comportamento só mudando a forma que se faz algo, ou seja, não existe comunicação de qualidade só com voz bonita ou palavras bem articuladas. A mudança efetiva acontece quando mudamos internamente.

E foi através da junção de técnicas de fonoaudiologia e oratória com a proposta de um processo de evolução consciente do coaching, que nasceu a Vide Comunicação e Coaching!

Vide de vide bula mesmo, no sentido de saiba mais, verifique, conheça e entenda... para viver melhores resultados em comunicação!
Um abraço, Rachel Coelho de Castro.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

CRÍTICA CONSTRUTIVA OU DESTRUTIVA?



Como você geralmente reage a críticas?
Pense na última vez que alguém te criticou e seja sincero com você mesmo.
Sua reação foi de acolher a crítica para avaliar a possibilidade de crescer, mudar e melhorar ou sua atitude foi de se defender, justificar e ficar chateado com a pessoa?
Geralmente, as pessoas que vem apontar nossas falhas ou erros e nos dizer o que poderíamos ou deveríamos fazer diferente, são pessoas que se importam conosco. Aquelas que não se importam, vão falar pelas costas, falar para outras pessoas.
E não estou falando de insultos. Estes devem ser esclarecidos com argumentos firmes ou até ignorados em alguns casos, porque um insulto sempre vem de alguém que está com um problema consigo mesmo e que acaba descontando em alguém.
Mas ainda assim, saber ouvir é, e sempre será, habilidade preciosa na comunicação. Ela lhe dá a possibilidade de verificar a situação por ângulos diferentes e aprender.
Se defender de um insulto é correto, mas se defender de uma crítica é criar uma barreira para possibilidades de se desenvolver.
Podemos até mesmo discordar do que foi dito, mas antes é preciso acolher a crítica, entendendo que de alguma forma foi isso que comunicamos para aquela pessoa.
Vale sempre nos perguntar: Que atitude minha levou o outro a construir essa crítica sobre mim? Qual a razão no que ele está me dizendo? De que forma posso tirar algum proveito dessa crítica para mim?
E lembre-se também de que um erro não justifica outro. A pessoa que nos criticou provavelmente também tem atitudes que acreditamos que poderiam ser diferentes ou melhores, mas não justifique as suas possíveis falhas apontando as falhas do outro, na tentativa de amenizar as suas.
Se avaliarmos que podemos ou devemos colaborar com esta pessoa, façamos em outro momento oportuno.
Alguns ainda podem argumentar: Mas depende da crítica...porque existem críticas construtivas ou destrutivas!
Mas afinal, quem decide se a crítica irá te ajudar a construir algo de bom a partir dela ou te destruir?

Ilustração de Felipe Guga