sexta-feira, 12 de maio de 2017

"EU SOU ASSIM...NÃO TEM JEITO!"


Quem já não se pegou falando isso?
Quando repetimos por incontáveis vezes um comportamento que não gostamos ou que gostaríamos de mudar, podemos cair na tentação de acreditar que seremos sempre assim! E com isso, reforçamos um estado interno que nos impede de agir diferente, que nos impede de mudar.
No entanto, é possível quebrar esse padrão e nos libertar para construir outras maneiras de ser e agir.
E esse processo começa com a atitude do auto perdão.
Expressões de frustração ou de auto degradação como: “ Está vendo como eu sou? “, “Por que eu sou assim? “,”Eu sou um(a) burro(a), idiota, estúpido(a), “ Por que não consigo mudar?”, geram um estado mental e fisiológico enfraquecedor, que nos mantêm na mesma situação, pois nos impedem de gerar a energia suficiente e necessária para mudar.
Racionalmente você sabe e quer mudar, mas algo te impede. Isso acontece porque nossos comportamentos são reflexos de nossos pensamentos e sentimentos, e alguns destes são tão antigos em nós, que têm raízes profundas que insistem em sugar nossas energias.
Porém, quando somos compassivos com nós mesmos e nos perdoamos sinceramente, podemos enxergar nossas dificuldades como parte de nós, mas não como nossa identidade. Ao invés de nos rejeitar e criticar, acolhemos as dificuldades sem nos esquecer que somos além disso. Somos muito melhores do que por vezes imaginamos, e somos muito mais do que parecemos ser naquele momento.
Relembrar disso é parte do processo de cura e superação, pois nos coloca em um estado interno mais leve e livres da culpa e de tensões exageradas. Um estado interno mais forte e com energia para agir diferente.
Um estado de aceitação e paz diante de nossas insistentes dificuldades nos possibilita construir um novo comportamento no lugar.
Vamos a um exercício prático para isso?
Comece identificando três características que você considera que são boas em você.
Podem ser características que você apresenta em uma situação específica, como por exemplo: no trabalho, com a família, nos momentos de lazer, etc... Responda: Quais são suas características positivas?
Depois identifique também as expressões que você utiliza em momentos de frustração; aquelas que você costuma utilizar frequentemente: xingamentos, reclamações, resmungos.... Identifique pelo menos três dessas expressões que são mais comuns, aquelas que você mais repete pra você mesmo em seu dia a dia.
Depois disso, defina uma mudança de comportamento que você quer gerar em você. Seja específico. O que você quer melhorar em seu comportamento? Como você gostaria de agir daqui pra frente?
E por fim, crie frases capazes de fazer com que você se conecte com a mudança que deseja, relembrando a si mesmo as suas características positivas.
Na prática, a cada vez que se perceber exclamando as velhas expressões de frustração, PARE, inspire e expire profundamente e repita pelo menos três vezes a frase que você criou.
Exemplo: Você se pegou agindo de forma que você não gostaria e utilizou da expressão que está acostumado nesses momentos de frustração. (ex: está vendo! eu não consigo... sou um idiota!)
Mas, como já sabe agora que punir a si mesmo e reclamar te mantêm no mesmo lugar, resolve quebrar o padrão. Conscientemente para e inspira e expira profundamente... e decide se conectar com a possibilidade de gerar a energia para mudar, repetindo a frase: “Sou criativo, otimista e inteligente (exemplos de características positivas que você pode ter identificado em você) e supero a mim mesmo para agir ..."assim e ser assim" (aqui dizendo especificamente dos comportamentos que quer construir)"
Repita com a intenção de neutralizar o momento de stress, desânimo ou insatisfação e sentir-se bem! Inspire e expire novamente, repetindo a frase até sentir algum alívio. E neste estado permita-se criar algo novo para você e sua vida, agindo de forma diferente. Como posso melhorar?
E lembre-se: comemore cada pequena vitória, cada pequeno passo na direção do que você deseja. Isso fortalecerá ainda mais seu estado interno para gerar a energia necessária para construir novas possibilidades em sua vida.
Um abraço, Rachel Coelho.  

                                                                           

quinta-feira, 4 de maio de 2017

RESPONSÁVEL PELO QUE CATIVAS ... ATÉ QUE PONTO?



Essa frase tão famosa nos inspira a cuidar do que conquistamos na vida, principalmente dos relacionamentos que cativamos; e isso é daquelas regras de ouro na convivência.
No entanto, vale esclarecer que não se trata de sermos responsáveis pelos sentimentos dos outros.
Alguém pode desencadear um sentimento em nós, mas a responsabilidade é apenas nossa.
Ter essa consciência evita muitos equívocos na comunicação e facilita a resolução de possíveis conflitos; pois quando assumimos essa responsabilidade, nos libertamos da condição externa, ou seja, ninguém poderá nos fazer sentir tristes, com medo, raiva ou mesmo felizes. Essa função é apenas nossa.
São as nossas interpretações do que os outros fazem é que nos despertam sentimentos e é fácil chegar a essa conclusão quando observamos que uma mesma atitude de alguém pode despertar diferentes sentimentos em pessoas diferentes, pelo menos em intensidade.
Frases como: “Você me faz sentir...” ou “Ele (a) me faz sentir...” são um equívoco!!!
Você pode até entender que a atitude de alguém desencadeou um sentimento em você, porém é importante identificar também qual a sua necessidade por trás desse sentimento.
Quando você faz “isso”, eu me sinto “assim” porque EU...
Assim já melhora muito, pois dessa forma você assume que deseja colaboração do outro para satisfazer uma necessidade sua.
Lembre-se que a pessoa pode estar disposta a atender ou não a sua necessidade, mas perceber que você assumiu a responsabilidade pelo que sente naturalmente diminuirá a resistência do outro, aumentando as chances de te atender. Mas isso é assunto para outro texto!
Por hora, te convido a assumir a responsabilidade por todos os seus sentimentos (bons e ruíns) e experimentar essa grande oportunidade de conhecer mais de você mesmo e das coisas que são importantes para você!
Um beijo, Rachel Coelho de Castro.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

O MEDO NÃO É DE TODO VILÃO!



O medo é amigo quando nos faz sermos mais prudentes ou quando nos inspira a nos cuidarmos mais.
O medo indica um desafio a ser superado ou um perigo a ser evitado.
O medo por vezes pode nos deixar mais humildes e nos fazer repensar.
Mas como todo amigo que te dá bons conselhos, ele também erra e tem uma visão parcial. 
O medo vem de um instinto de sobrevivência, porém proteção além da conta pode nos impedir de alcançar mais de nosso potencial. 
Ninguém quer apenas sobreviver. Queremos mesmo é viver e conviver!
Portanto, vamos experimentar aceitar nossos medos, mas ainda assim os questionar.
Nem sempre enfrentar o medo é a atitude mais inteligente.
Vamos acolher nossos medos e os respeitar, disposição e amor suficientes para transformá-lo em aprendizagem e superação, e assim o medo... não será de todo vilão!